Modelos Mentais (ou Mental Models) em UX são as crenças que cada usuário possui no momento que começa a usar uma interface. É o que vai gerar o confronto entre Expectativa vs Realidade, Crenças vs Fatos. A forma como cada pessoa vai usar a sua interface está diretamente relacionada com a sua carga cultural e com a experiência que ela possui utilizando outras interfaces.

Usuários usam seus Modelos Mentais para prever o que está por vir. Modelos Mentais são geralmente a principal razão para haver ambiguidade ou confusão na User Experience de um produto digital. Muitos sites, sistemas ou aplicativos ainda oferecem navegação confusa, layouts inconsistentes, alta carga cognitiva e poucos padrões de design bem definidos.

A chave para uma interface com modelos mentais bem previstos é a consistência

Um exemplo muito simples que podemos encontrar em muitas interfaces são as mensagens de erro e seus botões principais de ação: “Aplicar mudanças”, “Salvar”, “Aceitar”, “Ok”, “Yes”. Quando clico em “Aplicar Mudanças” eu vou continuar na mesma tela? Terei a chance de fazer novas alterações logo em seguida? Quando eu clicar em “salvar” terei minhas alterações salvas em um banco de dados para acessar depois ou somente na seção que estou agora?

Ao tentar antecipar os modelos mentais de cada usuário nós conseguimos entregar produtos mais intuitivos e fáceis de se entender. Consistência gera intuitividade que gera user experience cada vez mais invisivel ao olhos de quem passa por uma interface. Isso minimiza distrações e cria interfaces sem dores, sem obstáculos e sem barreiras de uso.

Quando começar a projetar, pense no seu usuário com empatia, se coloque em seu lugar, e procure prever suas expectativas e motivações. Ao pensar no modelo mental de cada um e – consequentemente – deixando a interface consistente como um todo, fica mais fácil entregar experiências de uso de muito mais impacto e sucesso.

  • Navegação consistente
  • Layouts claros e objetivos
  • Comunicação de fácil entendimento
  • Padrões de design ao longo da interface

Se quiser saber mais sobre o assunto veja mais artigos nossos sobre Experiência de Uso em Interfaces ou nosso artigo sobre Affordance e como projetar experiências pensando nisso também.