Como avaliar e contratar UX Designers (e como você pode contratar melhor também)

Como avaliar e contratar UX Designers (e como você pode contratar melhor também)

Contratar um designer de UX vai muito além de adicionar mais um nome na folha de pagamento. É uma escolha que impacta diretamente a experiência dos seus clientes, a eficiência dos fluxos digitais e até a imagem que sua marca transmite no mercado.

Afinal, produtos digitais são a principal interface entre sua empresa e o mundo. E cada tela, botão ou microinteração representa um momento de decisão para quem está do outro lado: o usuário. Ter alguém capaz de pensar nessa jornada, de ponta a ponta, com empatia, lógica e visão de negócio, é o que separa uma solução funcional de uma experiência memorável.

Na prática, isso exige mais do que domínio de ferramentas como Figma ou domínio de design systems. Exige uma mentalidade orientada a produto, domínio de princípios de usabilidade, e principalmente a habilidade de trabalhar em contextos ambíguos, colaborando com times multidisciplinares para gerar impacto real.

Na Homem Máquina, atuamos como um parceiro estratégico para empresas que estão estruturando ou evoluindo seus times digitais. Já ajudamos dezenas de clientes, de scale-ups a grandes empresas, a montar squads completos de design ou fortalecer áreas de produto, com designers que entregam mais do que artefatos: entregam resultado.

E esse resultado vem quando contratamos com critério, com clareza e com foco nos objetivos da empresa, e não apenas no “brilho” do portfólio.

Se você é gestor, lidera um time de produto, está à frente do RH ou busca formar uma equipe digital sólida, este artigo traz pontos-chave para avaliar designers com mais confiança e precisão, com base na nossa experiência prática ao longo de anos em projetos de tecnologia e design.

1. Ferramenta é meio, não fim

Saber usar Figma, Miro, Notion e similares hoje é pré-requisito, mas definitivamente não é o que diferencia um bom designer.

O que realmente importa é a capacidade da pessoa de raciocinar com profundidade: entender o problema, levantar hipóteses, considerar o impacto no negócio, validar ideias com o time e propor soluções com base no contexto real.

Durante os processos seletivos, sempre olhamos além do domínio técnico. Avaliamos se o profissional consegue conectar o design à estratégia da empresa, se compreende as restrições do projeto e como trabalha em equipe para encontrar soluções viáveis.

Dica para gestores: pergunte menos “qual ferramenta você domina” e mais “como você chegou nessa solução”. O valor está na trajetória, não no clique.

2. Portfólio: sim, precisa ter

O portfólio ainda é o principal cartão de visitas de um designer, mas isso não significa que ele precise ser visualmente impecável ou cheio de cases famosos.

O que buscamos é clareza no processo. Queremos entender como o designer atuou:

  • Qual era o problema?

  • Qual foi seu papel?

  • Que decisões ele ou ela influenciou diretamente?

  • Quais aprendizados surgiram?

A ferramenta de apresentação pode variar: Notion, Webflow, um site pessoal ou até um slide bem estruturado. O importante é que o conteúdo reflita projetos reais ou simulados com raciocínio claro e bem documentado.

Dica para RHs: não descarte candidatos por layout bonito ou feio: vá direto ao conteúdo, e leia como se fosse uma história de tomada de decisão.

3. Clareza é design

Design não está só na tela, está em como a pessoa explica, documenta e organiza suas ideias.

Muitas vezes, um e-mail bem escrito, uma documentação objetiva ou uma resposta concisa dizem mais sobre a maturidade da pessoa do que qualquer arte no Figma. Um(a) designer que se comunica com clareza ajuda a alinhar o time mais rápido, reduz ruídos com stakeholders e evita retrabalho.

Em contextos ágeis e times remotos, essa clareza é ainda mais valiosa.

Dica para lideranças de produto: observe como a pessoa estrutura o raciocínio ao apresentar uma ideia. Se ela organiza bem seu pensamento, provavelmente também saberá organizar a experiência de um usuário.

4. Entenda as escolhas

Design é um conjunto de micro e macro decisões. Por que esse fluxo? Por que esse botão? Por que começar por essa tela? Por que esse tom de voz?

Queremos entender o que levou o profissional a tomar cada decisão, mesmo quando a resposta for “porque era o melhor viável naquele prazo”.

Profissionais que conseguem explicar suas escolhas demonstram domínio do processo e também capacidade de dialogar com outras áreas como Produto, Negócios e Desenvolvimento.

Dica para entrevistas: peça que a pessoa refaça o raciocínio de uma tela específica. Isso ajuda a entender como ela pensa e qual o nível de profundidade da sua atuação.

5. Entrevista = conversa

A entrevista não é um teste de sobrevivência nem um painel de perguntas armadas. É uma conversa entre duas partes interessadas em construir algo em conjunto.

Mais do que avaliar competências técnicas, buscamos entender a atitude da pessoa, sua escuta, seu comportamento em equipe e sua disposição para crescer junto.

Valorizamos gente que sabe colaborar, que se interessa por contexto e que quer fazer parte da construção, não só cumprir tarefas.

Dica para lideranças: traga o time para participar da entrevista. Um bate-papo horizontal muitas vezes revela mais sobre a química e os valores compartilhados do que qualquer apresentação formal.

6. Ninguém nasce pronto

Procurar pelo “designer ideal” com todos os requisitos do universo é o erro mais comum nas contratações.

A realidade é que ninguém está 100% pronto — e tudo bem. A maturidade vem com o tempo, com os projetos certos e com acompanhamento constante.

Nós valorizamos gente em evolução, com repertório interessante, sede de aprendizado e consistência no crescimento. Isso tende a render mais a médio prazo do que contratar alguém com um grande portfólio, mas pouca humildade ou flexibilidade.

Dica prática: olhe para o histórico da pessoa. Como ela evoluiu nos últimos anos? Que novos desafios buscou? Que tipos de feedback recebeu e como reagiu?

7. Fundamentos contam (muito)

Mesmo em tempos de componentes prontos, sistemas de design e AI criando telas, o básico ainda importa e muito.

Desalinhamento, má hierarquia visual, grid desorganizado, inconsistência de espaçamento ou baixa legibilidade são erros que comprometem a experiência final e aumentam o trabalho do time.

Mesmo em cases autorais, esperamos ver domínio de fundamentos. Isso mostra preparo técnico e capacidade de manter a qualidade em qualquer cenário.

Dica para quem recruta: se possível, peça para revisar um arquivo de Figma junto com a pessoa. Ver como ela organiza os frames e componentes pode dizer muito sobre sua atenção ao detalhe.

E por que isso importa?

Porque sua empresa precisa mais do que telas bonitas: ela precisa de produtos que funcionem, encantem e convertam.
E isso só acontece com profissionais bem selecionados e bem direcionados.

Como podemos ajudar

Aqui na Homem Máquina, oferecemos:

 

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