Como ser imparcial em projetos de UX

O viés cognitivo teve uma importância enorme para a evolução humana, mas esse “instinto” pode atrapalhar seu trabalho como designer. Ser imparcial durante o desenvolvimento do produto é muito importante na área de UX.

Entender em profundidade o que são esses vieses cognitivos pode te ajudar a neutralizá-los durante o trabalho.

Vamos aprender um pouco mais sobre imparcialidade em projetos de UX neste artigo.

Como o viés cognitivo funciona?

Photo by Victoriano on Unsplash

O viés cognitivo é uma resposta ao processo de reflexão sobre uma ação, ou seja, ele facilita nossa tomada de decisão. Dessa forma, não precisamos refletir sobre cada ação, e sim sobre agir.

Em resumo, os vieses são tendências de pensamento que são “programados” para entrar em ação em um momento específico. Além disso, eles afetam diretamente nossos julgamentos sobre determinados eventos.

Só para exemplificar, podemos ver exemplos de empreendedores que, mesmo não tendo resultados, não modificam o modelo de negócios. Mesmo sem nenhum motivo para acreditar no sucesso, eles ainda acreditam no sucesso — e naturalmente colhem o fracasso.

Exemplos de como uma opinião enviesada pode atrapalhar no dia a dia não faltam. É muito comum esbarramos com aquele colega de trabalho que puxa a sardinha para o lado dele na hora de tomar uma decisão. Assim, mesmo sendo uma péssima ideia, ele teima em defendê-la.

Em situações mais delicadas como processos de design, por exemplo, os danos do viés cognitivo podem ser desastrosos. Se você é designer, lembre-se sempre que não é o usuário final. É justamente por isso que usamos tantos dados no trabalho de UX.

Onde os vieses podem influenciar no trabalho de um designer?

Existem vários momentos nos quais os vieses influenciam no trabalho de um UX designer, e neste tópico vamos apresentar os vieses mais comuns e suas aparições durante o projeto.

Falso-consenso

O viés do falso-consenso talvez seja o mais comum no dia a dia, e também é um dos mais perigosos para o designer UX.

Em resumo, o falso-consenso nos diz que todo mundo pensa como nós, assim como tem as mesmas crenças e percepção de mundo. Dessa forma, é como afirmar que “só porque eu gosto, todo mundo vai gostar também”.

Parece algo bastante longe de sua realidade, não é mesmo? Lembra daquela vez que um amigo disse que gostava de jiló e você achou estranho? Pois é, esse é um exemplo do viés do falso-consenso.

Para evitar cair nas armadilhas desse viés, lembre-se sempre que cada pessoa tem vivências, experiências e desejos diferentes, e por isso você deve ser “mente aberta” para com os demais.

Perspectiva tendenciosa

Quando queremos que nossa ideia seja escolhida, tendemos a adotar uma perspectiva tendenciosa. Dessa forma, mesmo sem proferir uma única mentirinha se quer, maquiamos verdades para benefício próprio.

Vamos supor que de cada 100 pessoas, 20 não gostaram do protótipo proposto por você. Como vai apresentar os resultados a sua equipe? Temos duas opção:

  • “Olha pessoal, 20 pessoas não gostaram do meu protótipo.”
  • “Olha pessoal, 80 pessoa gostaram do meu protótipo.”

A primeira apresentação age negativamente a seu favor; já a segunda dá uma impressão de sucesso. Ambas as opções dizem a mesma coisa, mas com perspectivas diferentes.

Para evitar esse viés (o qual pode aparecer naturalmente), procure explicar a mesma informação de diversas formas diferentes. Assim você cobrirá tudo sobre os resultados, permitindo uma tomada de decisão precisa.

Viés da confirmação

O viés cognitivo da confirmação é um dos mais impressionantes para um UX designer. De fato, ele atua de uma forma poderosa sobre nós, e pode fazer com que todo o projeto vá pelo ralo.

Em resumo, quando somos pegos por esse viés, tendemos a dar mais peso as opiniões a favor de nosso ponto de visto do que as contra. Dessa forma, mesmo que 1 entre 1000 usuários goste de seu produto, esse valor será visto como um verdadeiro sucesso aos nossos olhos (mesmo que a empresa esteja falindo).

Para não ser pego por ele, basta que dê atenção a opiniões contrárias às suas. Porém, não basta apenas ouvir: você precisa entender, fazer perguntas e procurar por mais informações.

Além disso, é sempre um ponto positivo ter humildade e aceitar que errou. Ninguém é perfeito e precisamos admitir isso.

Conclusão

Esses são os principais vieses presentes durante um projeto, mas nem de longe são os únicos que podem acometer um profissional de design.

No geral, para não cair nessas armadilha basta refletir sobre o que você está fazendo. Sua decisão tem embasamento em dados? Você viu todos os pontos de vista? Ouviu as opiniões contrárias à sua? Se faça essas perguntas no decorrer do projeto para diminuir suas chances de tomar decisões enviesadas.

Quer saber como os designers da Homem Máquina trabalham? Dê uma espiadinha clicando aqui!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Fechar ×
Precisa de ajuda com seu site, sistema ou aplicativo?
Nós ajudamos negócios de todos os tamanhos com design, tecnologia e estratégia digital
Conheça melhor a Homem Máquina