Mobile-first se torna o novo padrão de indexação

Há exatos 4 anos o Google já sinalizava que a experiência do usuário mobile seria priorizada pelo buscador. No evento chamado pela comunidade como Mobileggedon, em Abril de 2015, o algoritmo principal passa por mudanças que fazem com que sites não mobile-friendly sejam preteridos nos resultados e algumas indústrias observaram quedas de mais de 20% em seu tráfego.

Desde então se intensificam as conversas sobre a usabilidade mobile, design responsivo e sua importância para resultados não só de SEO, mas também de negócios.

E nessa linha de mudanças, que não parecem ser lançadoras de tendência, mas acompanhar um comportamento que já existe – cada vez mais pessoas acessarem a web pelo celular – é anunciada em 2016, no Webmaster Central Blog, a ideia de mobile-first indexing e os testes programados para essa mudança nos parâmetros de indexação do buscador.

A esperada adoção do mobile-first indexing por padrão, para novos domínios, começa a valer finalmente em Maio de 2019. Veja o que isso significa na prática:

O que é mobile-first indexing?

ponto de partida: versão mobile

Significa que  a versão mobile (a que é exibida em celulares) será o ponto de partida na indexação – a adição e classificação das páginas do seu site no índice do Google – e será o novo valor de base para determinar rankings.

Para SEO, é importante saber que é esperado um aumento na proporção de crawlers do tipo Smartphone Googlebot – e que a versão em cache de páginas será preferencialmente a mobile.

Vale lembrar que mobile-first não é mobile-only: se um site não tem uma versão mobile friendly, suas páginas na versão desktop ainda podem ser incluídas no index – mas uma experiência mobile pobre certamente vai impactar de forma negativa nos rankings.

Na prática

Diferente do mobilegeddon, onde não havia muitas dicas do que estava por vir, o mobile-first indexing chega mais como um lembrete de que boas práticas de design e UX não podem ser negligenciadas nas pequenas telas

De acordo com o direcionamento oficial do Google, sites responsivos e idênticos em suas versões desktop e mobile já estão adaptados o suficiente para a mudança.

Ainda assim, você vai querer revisar se elementos dinâmicos e imagens estão otimizados para mobile. A busca por um bom tempo de carregamento e melhora de conversões continua.

Para sites com versões desktop e mobile separadas (URL separada), dê atenção para esses pontos:

  • Conteúdo – a versão mobile deve trazer o conteúdo (vídeo, texto e imagens) de mais valor em primeiro lugar, nas áreas nobres do layout, da mesma forma que a versão desktop.
  • Dados estruturados e metadados- inclua a mesma marcação (schema), idêntica, nas versões desktop e para celular. Os metadados (title, descrição) devem ser parecidos (mas não precisam ser idênticos) – é possível otimizar com menor caracteres ou mais palavras-chave relevantes ao contexto mobile.
  • Sitemap e Search Console – a URL do mapa do site e seu robots.txt devem ser acessíveis pela versão mobile dele. A versão mobile deve ser adicionada e verificada à parte no Search Console.

Design web responsivo, UX e velocidade de carregamento

Fora essas recomendações, são válidos também os princípios de usabilidade mobile – não adianta receber visitantes do Google se estes não realizam conversões importantes dentro das páginas de um site.

Para melhorar rankings e resultados, conduza alguns testes e veja como seu site está adaptado

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