MVP: o melhor jeito de tirar sua ideia do papel

O MVP (do inglês, produto minimamente viável) é a primeira versão de um produto com o mínimo necessário de funcionalidades. Permite que uma ideia seja lançada rapidamente e com baixo custo. Ele vai possibilitar que o produto cresça no caminho certo, se baseando em feedbacks reais de pessoas e do mercado.

Com um MVP você pode testar a forma que as pessoas entendem sua ideia e coletar dados que vão direcionar e otimizar os esforços para o desenvolvimento do seu negócio. O processo começa com uma visão ampla do que vai ser o produto no futuro e ela vai se adaptando baseada nas informações dos consumidores ao longo que a ferramenta é usada.

O MVP é a primeira versão da sua ideia que o público terá acesso e ele precisa ter as funcionalidades certas.

Uma breve história

No final da década de 80 havia um programa que tomava conta do mercado de edição de texto: o WordPerfect. Repousava quieto em seu trono, livre de qualquer ameaça de concorrência e com mais de 1700 funcionalidades. Certo dia, surgiu um camponês abusado chamado Microsoft Word e ele tinha apenas 70 funcionalidades. 70 contra 1700. Mas a equipe da Microsoft escolheu estrategicamente cada umas dessas 70 features essenciais para um editor de texto e trabalhou muito bem a experiência de cada uma. O resto da história vocês já conhecem.

Vimos esse padrão se repetir com o Google, que transformou a experiência de uma plataforma de busca na internet com o mínimo de funcionalidades e superou o Altavista (que era uma bagunça de tanta coisa que oferecia). Vimos também que a primeira versão do iPhone não gravava vídeos ou enviava fotos para amigos, mas se tornou mesmo assim um item de desejo e desbancou celulares que tinham centenas de funcionalidades. Seu produto não precisa fazer tudo, mas deve ir além das expectativas no que se propõe a oferecer.

Necessário, somente o necessário.

As funcionalidades principais (os pilares do seu produto) devem ser um equilíbrio entre as mais rápidas de desenvolver e mais sedutoras de usar. Com a experiência bem planejada e rastreada você pode começar a acompanhar as primeiras visitas e como elas se comportam.

O resto do processo é de constante refinamento da experiência e adição de funcionalidades nas versões subsequentes a partir de uma estratégia que pode ser guiada, por exemplo, pelos conceitos da metodologia Lean Ux.

O processo é simples.

1. Sprints. Inicia-se um ciclo curto de desenvolvimento (que pode durar de uma semana até um mês) e vai contar com pesquisa, definição das funcionalidades, prototipação, design e desenvolvimento. Se encerra com a publicação de um produto em funcionamento.

2. Feedback. Quando o produto é publicado o ciclo volta para o início e a equipe retorna para mais uma leva de pesquisa e desenvolvimento, tudo embasado pelos feedbacks adquiridos.

3. Expansão. Cada versão publicada é um conjunto de funcionalidade fechadas, testadas e prontas pra uso. Você pode decidir o quanto vai continuar investindo em novos ciclos de desenvolvimento e em que velocidade essa expansão vai acontecer.

 

MDP, o MVP que não é necessariamente um produto.

As vezes você quer apenas testar o interesse do mercado (desirability) na sua ideia, e você pode reduzir ainda mais o escopo, para um formulário, uma landing page ou um vídeo, apenas. O importante é reunir as informações necessárias para o feedback de construção do seu negócio. Isso é também conhecido como MDP, ou Minimum Desirable Product.

Imagine que sua ideia envolve gastos astronômicos para ser lançada. Esse foi o caso do Dropbox, que como ferramenta de compartilhamento de arquivos, precisava de um grande investimento inicial numa infraestrutura confiável e que garantisse a segurança dos dados. Para validar a ideia antes de colocar a mão no bolso, lançaram um MVP em formato de vídeo.

Em um vídeo simples de 3 minutos, o próprio CEO Drew Houston explicava as funcionalidades básicas do produto, adicionando referências bem-humoradas aos conteúdos virais que estavam sendo compartilhados na web. Depois de 24h no ar o vídeo teve 10.000 visualizações, e no final da campanha a lista de espera para testar a primeira versão do produto foi de 5.000 para 75.000 inscritos. Moral da história: ideia validada com um custo ínfimo.

Conclusão

O importante é mostrar sua ideia. Pode ser uma versão embrionária de software ou até uma landing page com um botão para contato. Se você quer minimizar os riscos de tirar sua ideia do papel, comece pelo MVP. É o melhor custo-benefício para validar suas suposições e assegurar o retorno do seu investimento. Embora você tenha que concentrar esforços na coleta de informação do mercado e em lançamentos frequentes de novas versões do seu produto, o MVP te dá a segurança e mostra quase em tempo real que seu investimento está levando sua startup para a direção certa.

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