Empatia. Essa foi uma das palavras mais faladas pelos palestrantes do ISA 2017, o maior evento de UX design da América Latina.

Mas o que significa ser empático?

Começa com ter a capacidade de se colocar no lugar do outro. Empatia consiste em tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro indivíduo.

No design thinking a empatia entra como peça fundamental no desenvolvimento dos projetos. Para criar produtos e soluções para outro ser humano é necessário compreender e analisar diferentes pontos de vista, se colocando no modelo mental do potencial usuário e absorvendo-o em seu pensamento para te orientar nos processos de tomada de decisão.

O  distanciamento entre designers e usuários é potencialmente prejudicial para a experiência que as pessoas terão ao utilizar o produto. UX designers devem ter profunda consciência de que seu trabalho não é voltado para si, para mostrar sua marca para o mundo ou criar algo que ele próprio considere criativo; eles trabalham para resolver os problemas dos usuários, satisfazer suas necessidades e atingir objetivos comerciais. E, para ter usuários satisfeitos, é preciso ouvi-los.

A capacidade de se conectar com pessoas é necessária para o sucesso na profissão. Por isso, é vital estabelecer quem são os possíveis usuários e como seus desejos e necessidades podem ser atendidos. Esse é o momento em que o designer se transforma em pesquisador para obter o máximo de informações e transformá-las em soluções simples e intuitivas.

É por isso que o UX é necessário. Design e pesquisa andam lado a lado no UX. Fingir que um pode existir sem o outro é um erro.


empatia ux

 

Vale lembrar que  a empatia não precisa se limitar aos usuários. Pode ser aplicada na relação com os clientes ou colegas de trabalho. Pode ser aplicada na sua vida pessoal. Basicamente, a empatia pode ser aplicada a qualquer objeto perceptível – seja ele tangível ou não.

No mundo do design, a necessidade de ter empatia está se tornando um fator cada vez mais importante.

Não tem como saber como é estar na pele de cada pessoa que usa um determinado produto. Mas, através de uma abordagem de design empático podemos entender como elas se comportam, sentem e enfrentam os problemas que aparecem em suas vidas.

Afinal, se não tirarmos um tempo a mais para entender nossos usuários, não podemos esperar que eles queiram nossos produtos.