Invista no design acessível

Algumas mudanças simples no design de um produto podem fazer toda a diferença para quem tem necessidades especiais. Na hora de criar um design devemos sempre pensar: esse design é acessível para todos? E se não, como posso torná-lo acessível para atender às mais diversas necessidades?

Hoje o design ainda é mais voltado para atender a maioria da população, nem sempre levando em consideração a acessibilidade e sua importância. Mas afinal, o que seria criar um design realmente acessível?

Quando se fala em design inclusivo devemos pensar em algo que possa promover acessibilidade para todos, adotando um conjunto de ideias, técnicas e cuidados para que o produto final seja inclusivo. Um exemplo clássico é aumentar a letra da fonte para que idosos com dificuldades de enxergar possam ler e saibam do que se trata, assim sendo bem mais acessível para que essa parcela da população entenda o design.

Um outro exemplo prático que ilustra a situação da acessibilidade é a utilização de labels (como se fossem rótulos) na legenda da publicação, facilitando que as pessoas com deficiência visual possam “ler a imagem” e assim entender o contexto da situação.

A adoção de um design mais acessível não é benéfico apenas para quem usa, mas também para quem o produz: há um aumento do alcance do produto, atingindo um público mais amplo e diverso.

O processo de criação de um produto que visa ser mais acessível requer muito estudo sobre o tema acessibilidade. Mas com atenção a essa necessidade e algumas dicas já é possível promover a acessibilidade através do design.

Dicas práticas para tornar um design acessível

Como ressaltamos, a prática do design inclusivo requer estudos por parte da equipe, além de empenho e muita criatividade. No entanto, com pequenas alterações já é possível melhorar (e muito) a acessibilidade do seu design.

  • Defina um contraste adequado: pensando em quem possui problemas de visão ou daltonismo, o recomendado é que as taxas de contraste entre o texto e o plano de fundo sejam de 4,5 para 1. A paleta de cores que o designer escolhe pode ficar ainda mais linda se na hora da criação for levado em consideração as pessoas que não conseguem visualizar essas cores da forma convencional. Uma grande dica para reverter isso é se perguntar: a mensagem passada pelo seu design ainda seria a mesma se ele fosse em preto e branco? Além disso, cores muito saturadas podem gerar desconforto e afetar pessoas com autismo.
  • Opte por fontes de texto maiores: além das pessoas com problemas de visão, os idosos são muito afetados pelas fontes extremamente pequenas, que dificultam a leitura e a mensagem passada pelo design. Durante o processo de criação, o designer pode optar por fontes de texto maiores, facilitando a leitura e tornando o seu design mais atrativo e  inclusivo.
  • Aposte em  tags e labels: como mencionamos no exemplo do começo do texto, a utilização de labels (que são como rótulos) e tags permite que pessoas com deficiência visual possam ativar os leitores de tela que irão descrever o contexto do design, tornando-o mais interativo e muito mais acessível.
  • Ofereça mais de um meio para que o leitor realize as tarefas: dar instruções usando cores,  por exemplo, pode dificultar o entendimento de pessoas daltônicas ou com problemas de visão. Frases como “Selecione o botão vermelho para continuar” podem causar desconforto e até mesmo confusão em pessoas que têm a distinção de cores afetada. A dica é sempre apostar em símbolos junto com as cores ou até mesmo frases, para direcionar essas pessoas.
  • Utilize uma linguagem clara e acessível, com clareza do conteúdo e das imagens apresentadas: pode parecer óbvio, mas o uso de uma linguagem clara torna o design muito mais acessível e de fácil compreensão. Uma dica é investir em práticas de UX writing.
  • Utilize uma hierarquia de informação: o conteúdo deve ser passado com clareza, seguindo uma linha de raciocínio para que o leitor possa entender a situação por trás do design e as informações ali contidas.
  • Utilize o espaçamento de forma adequada: o que pode ser muito negligenciado na hora da criação do design pode ser considerado um ponto muito importante no processo de criação: o espaçamento. A área de toque deve ter ao menos 44 pixels (WCAG), isso permite que pessoas com alguma dificuldade motora ou idosos com o conteúdo. Entretanto, os elementos não devem ser muito espaçados, pois podem dificultar o acesso para as pessoas que utilizam a ampliação de tela para navegar.

A acessibilidade do design não ocorre de forma instantaneamente, é necessário estudar e implementar dicas para que o designer e sua equipe possam começar a  pensar e criar de forma inclusiva. Leia mais sobre design inclusivo aqui.

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