Emoções e comportamentos do designer: como desenvolvê-los pode te tornar um profissional melhor?

Pouca gente sabe como as emoções e comportamentos do designer são essenciais no momento de desenvolver um novo projeto em UX.

Ainda mais considerando esse escopo do design, que visa a melhor de todas as experiências do usuário, quanto mais o profissional se comprometer emocionalmente com o plano, maior será a chance de alcançar o resultado comportamental que espera.

Isso derruba por terra a premissa de que, para o mercado de trabalho, principalmente em áreas tecnológicas, necessário seguir apenas a teoria, deixando de lado uma experimentação mais sensível.

As hard skills são essenciais para a criação de um projeto, é claro. Mas são as soft skills que irão determinar o grau de assertividade da experiência do usuário, em si.

Entenda melhor como funciona essa relação.

Emoções e comportamentos no mercado de trabalho

Historicamente, algumas áreas de trabalho não “aceitam” um comportamento mais emocional. Por exemplo, ainda há quem acredite que um bom gestor deve cuidar de uma empresa com punho de ferro, sem se deixar influenciar pelo meio que o envolve.

É claro que esse tipo de atuação já está cientificamente comprovado como retrógrado e traz mais malefícios do que benefícios, em si.

No entanto, ainda há algum estranhamento quando se analisa a questão das emoções e comportamentos como habilidades de trabalho.

Áreas da tecnologia e desenvolvimento, como o UX design, são exemplos de como essa relação pode ser benéfica.

Emoções e comportamentos do designer UX: isso pode ser a solução para um trabalho ainda melhor!

UX é a sigla que define o conceito de “user experience” ou, em português, a experiência do usuário.

Mas, a experiência, no caso, vai além da pura utilização de um software ou página. A proposta é de se humanizar o web design, a ponto de estimular sensações e percepções no usuário, que pode leva-lo a tomar decisões, como a compra, por exemplo.

Logo, isso compreende muito mais do que uma experiência empírica e, sim, uma que envolve emoções.

Quanto mais o designer compreender a influência que elas têm sob o resultado daquilo que produz, maior será a chance de criar um projeto que realmente alcance o seu objetivo.

Saber como a mente funciona

Outro ponto essencial na compreensão das emoções e comportamentos do designer e que podem interferir na sua atuação como profissional, é se aprofundar nos conhecimentos da psicologia e da mente humana.

Quando ele conhece os caminhos e funcionamentos da mente, é capaz de desenvolver gatilhos que irão sustentar o seu objetivo.

Um exemplo muito simplório de como isso funciona, é o uso das cores em páginas. Cada cor gera uma percepção e um estímulo, gerando uma influência no comportamento do usuário.

Estímulo e resposta

Diretamente relacionado e complementando o tópico anterior, quando você sabe o ponto certo de estímulo do usuário final, consegue orientar a resposta que obterá.

Isso é outro motivo pelo qual as emoções e comportamentos do designer precisam ser evidenciadas no momento da criação de um projeto.

Afinal, ele é um dos primeiros a ser impactado pelo que está sendo feito e, dessa maneira, se torna, em suma, um “testador”.

Usabilidade e conforto

Mais um ponto a ser considerado de como as emoções e comportamentos do designer podem gerar projetos mais robustos e melhor avaliados, é quando ele pensa na usabilidade.

Garantir que o design será confortável, aumenta a chance de sucesso do trabalho. No entanto, esse tipo de percepção está diretamente relacionado com uma análise mais sutil, muito mais pautada em sentimentos de acolhimento, do que em alguma prática teórica.

Soft skills: entender para oferecer

Pensar em soft skill é uma excelente maneira de conseguirmos compreender como as emoções e comportamentos do designer podem interferir no resultado de seu trabalho.

Elas são, em suma, as habilidades sociais que os profissionais podem desenvolver, a fim de tornar o seu cotidiano mais favorável, tanto para si mesmo, quanto para os colegas de trabalho.

Resiliência, capacidade de ouvir, compartilhar ideias, são exemplos de soft skills, que acabam por agregar valor e conhecimento à rotina.

No entanto, podemos pensar nessas habilidades como algo além: quando o indivíduo tem capacidade para se relacionar de maneira coerente, ouvindo, discutindo, dividindo e sendo cordial, consequentemente tem muito mais chance de ele desenvolver um trabalho que siga padrões emocionais que poderão influenciar no comportamento do usuário final.

E essa é, de fato, a premissa do UX design: oferecer a melhor experiência de usabilidade a quem tem contato com o layout em questão.

Os seres humanos “percebem” as coisas

Considerar que você está criando um design para máquinas é algo completamente fora de questão. Todo designer, seja da área de UX ou correlatas, está desenvolvendo para humanos, para ser usado e aproveitado para humanos.

É por isso que é essencial que ele compreenda um pouco sobre as leis da psicologia aplicada ao design, onde Jon Yablonski faz um estudo interessante, sobre como os usuários se relacionam com as interfaces digitais.

Ele propõe que essa habilidade comportamental é uma das mais importantes que um profissional de UX design pode ter. Afinal, ela irá ajudar a entender qual é a expectativa de quem irá receber o produto de sua criação e, dessa maneira, orientar no caminho para obter esse resultado.

Yablonski defende que os humanos “percebem” o que está ao seu redor. Logo, ele é perfeitamente capaz de notar o quanto de emoções e comportamentos do designer está associado ao que ele utiliza. E isso, é claro, interfere em sua experiência.

Vale a pena investir em emoções e comportamentos para se tornar um designer melhor?

Principalmente na área de UX design, ter conhecimento sobre emoções, comportamentos e leis da psicologia aplicadas à mente humana, pode ser o diferencial para você desenvolver criações com mais usabilidade e tragam melhores resultados na experiência do usuário.

Focar o seu trabalho em desenvolver algo que traga boas sensações aos utilizadores, é algo que, no final, fará com que conquiste não apenas o intuito de ser um bom UX designer, mas também de entregar o desejo do seu cliente.

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